O que fazes tu, sentada nessa pedra fria?
Não vês a noite, que foge por entre os dedos finos que perdeu seus anéis?...
Mas então, esqueces que os dias serão apenas lapsos na memória
E que cada pequeno fragmento do tempo não formará uma lembrança concreta?
E continuas sentada na mesma pedra fria...
Na margem da falta, no silêncio daqueles que sabem calar
Não sentes mais os primeiros raios nascentes
Desaprendeste a melodia daquela antiga canção
Que entoavas nas horas de sono
Estás muda e estás só
Pois a pedra apenas comporta teus pés
E não será nada mais além.
domingo, 29 de agosto de 2010
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1 comentários:
Adorei o seu blog... Parabéns!
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